A Reforma Tributária segue em evolução e ganhou um desdobramento importante para o mercado. A Receita Federal publicou a Nota Técnica 1.33, em parceria com o Encat, e adiou a validação obrigatória dos campos de IBS e CBS nas notas fiscais a partir de janeiro de 2026.
A decisão elimina, por ora, o risco que preocupava empresas de todos os setores: a rejeição automática das notas fiscais durante o processo de autorização. Assim, o início do ano se torna menos turbulento, embora ainda exija atenção estratégica.
Impacto direto na operação das empresas
Com a mudança, as notas fiscais emitidas em janeiro não serão rejeitadas por falta de preenchimento dos campos de IBS e CBS.
Esse ponto traz alívio imediato porque:
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reduz o risco de paralisação logística;
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evita retenções desnecessárias de faturamento;
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preserva a rotina operacional no início da transição tributária.
Mesmo assim, a Receita reforçou que a obrigação de informar IBS e CBS continua vigente, e isso exige preparação rigorosa. Portanto, a área fiscal não pode interromper seus ajustes — apenas ganha tempo para implementá-los com mais segurança.
Por que as empresas devem agir agora
O adiamento elimina o bloqueio técnico, mas não reduz a responsabilidade do contribuinte.
Pelo contrário: cria um período de transição em que erros, inconsistências e falta de alinhamento interno podem gerar contingências futuras.
Além disso:
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os Estados podem avançar com suas próprias regras;
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a obrigatoriedade técnica pode ser retomada a qualquer momento;
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sistemas, ERPs e obrigações acessórias precisam de ajustes coordenados.
Consequentemente, empresas que esperarem pela “obrigatoriedade final” podem enfrentar dificuldade para se adaptar quando a validação se tornar ativa.
Decisão técnica não muda a necessidade de planejamento
Mesmo sem rejeição automática em janeiro, a transição para IBS e CBS continua sendo um dos maiores desafios operacionais da década.
Por isso, as companhias devem:
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revisar seus modelos fiscais;
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atualizar cadastros e parametrizações;
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alinhar TI, fiscal, contabilidade e suprimentos;
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mapear riscos de compliance durante a fase inicial da Reforma.
Esse movimento reduz erros, antecipa ajustes e evita custos inesperados.
Como a Machado Schütz apoia esse processo
Apoiamos empresas na adequação ao novo modelo fiscal com:
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análise estratégica dos impactos diretos e indiretos;
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revisão de parametrizações críticas;
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mapeamento de riscos setoriais;
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consultoria técnica na transição para o IBS e a CBS.
Nosso objetivo é assegurar que sua operação continue fluindo com segurança — mesmo em um cenário de regras em evolução.
Conclusão
A decisão da Receita Federal traz alívio operacional, mas não elimina a responsabilidade competitiva do contribuinte.
Empresas que ajustarem seus sistemas e processos agora evitarão custos maiores e ganharão previsibilidade na fase inicial da Reforma Tributária.
A transição exige estratégia. E o momento de se preparar é imediato.
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